Jul 11, 2007

Ao som do trovão

O tempo se perdeu
Eu não pude deixar
A folha cair

O som da tarde em meus ouvidos ecoa
Os versos doloridos de uma canção
Feitos pra você ter seu perdão
Nós não temos onde mergulhar

A cidade mostra os seus olhos no céu
Se ela pudesse ver aqui dentro
Onde as estrelas caem do firmamento
Onde o seu rosto desabou sobre mim

(Reinaldo)

Bem além

Tentei dizer o quanto nossas almas morreram
Então, eu estou vivendo por nós.
E quando o som das nuvens nos levava ao eterno
Elas ainda estão no céu?

Eu estou perto da janela
Vendo os pássaros ao longe
E quando for igual a eles
Talvez o mundo faça sentido
Enquanto ainda houver uma vida
Haverá pelo que lutar
Nos tornamos escravos do tempo
Deixemos a brisa nos levar

Sendo usado atrás das palavras
Nas amarras de uma lágrima
Sempre será nosso destino
Haverá de ser mais uma vez


(Reinaldo)

Jul 10, 2007

Contramão

Tantos caminhos são feitos
Passo a passo a seguir
Por onde você esteve andando
A poucos minutos atrás?
E o que eu fiz de errado no tempo
Agora tanto faz... Tanto faz

Mapas e Planos que eu tento decifrar
Revelam segredos de como encontrar
De como entender
Terra, céu e mar...
Você...

Algumas horas a mais e o tempo se foi
Tanto pra te dizer, você me disse depois.
Não mais, não quero estar na contramão,
Atrás, ver nossos passos pelo chão...
Pelo chão...

(Rafael e Felipe)

Jul 7, 2007

Não Sou Ninguém

Hoje eu não sei dizer como eu me sinto
Nem o que sou, o que eu sou?
Se eu for algo. Sei que sou algo em vão
Agora fora de moda, sem tradução.

A vida me tira de rota a cada hora do dia
Eu já não sei porque acordar
Cansado de tanta derrota, tanta agonia
Eu não quero, não vou mais lutar.

Tanta parcela de culpa
Não tenho desculpas pra dar
Tentando evitar os meus erros
Deixando de te escutar

Tem certos dias que eu não sou ninguém
Certas palavras não me fazem bem

Hoje estou só e sei que posso ver
Quanto não sou, quanto não posso ser
Tudo aquilo que eu sempre quis
Aquela pessoa que te faz feliz

(Felipe)